segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rios Caudalosos na Catalunya


De vez em quando saio para o mato para espairecer e colher galhos espalhados pelo chão, secos e curtidos pela intempérie. Preciso deles para cabos em minhas peças de cerâmica. Quanto mais secos e retorcidos, melhor.
As vezes tenho que atravessar a nado os furiosos rios da Catalunya para chegar aos melhores galhos...


Leito de uns dos tantos rios daqui.

domingo, 30 de outubro de 2011

Masia Freixa


Localizada no Parc Sant Jordi, próximo ao centro histórico, está uma das mais emblemáticas obras de Lluis Muncunill, arquiteto de Terrassa e profundo admirador nde Gaudi.  A primeira década do século 20 povoada de fantasia. Como será vista daqui  a cem anos a nossa década?





Produção na Catalunya









sábado, 29 de outubro de 2011

Rui Gassen - Nova Temporada

Por incrível que pareça, ja fazem 5 meses que estamos aqui. Do  turbilhão que nos lançamos no início desta aventura incerta, restam poucas marolas. Deixamos tudo para trás, sem olhar para o que foi, se não seriamos transformados nas frágeis estátuas de sal dos tempos bíblicos. Nos move o que sempre moveu a humanidade , busca pelo novo, abandono da rotina massacrante, a sensação de finitude da existência na medida que os anos avançam. Queremos mais mundos que nosso tempo não nos pode dar.  Apesar de todas as  incertezas e angústias que envolvem este  passo estou feliz com este banho de novidades e desafios. 
Daqui a um mês começa a temporada de feiras. Será que vão gostar de meu trabalho?  É a pergunta que não cala e de sua resposta também depende a nossa permanência confortável
Vivo da criatividade que brota em forma de cerâmica do caldeirão de ideias que continuamente muda a  composição de seu caldo. A tampa nunca pode ser fechada. Ali caem todos os estímulos externos, as novidades. A fervura longa integra continuamente o antigo com o novo. Nunca sei  quanto tempo vai demorar para que esteja no ponto. De repente uma ideia vem do nada e se condensa em cerâmica no vapor da fervura.
O modernismo catalão ( o correspondente Jugendstill alemão ou Art decô francês)  sempre me fascinou por causa das formas orgânicas da natureza. Não tem cidade na Catalunya sem testemunhos arquitetônicos daquela época.
As matas fechadas quase intransponíveis, perigosas do menino selvagem em Santa Rosa, cheias de cipós "tarzânicos"  agora se transformam em uma harmonia circulante de vida.
Estes cordões tão frágeis de repente tornam-se tão fortes que tudo sustentam numa harmonia de um concerto de cordas de Bach.
Essa é a síntese de meu momento.



.

domingo, 11 de setembro de 2011

Quem não tem fogão, cozinha com o ferro elétrtico!

Tenho alguma dificuldade em conseguir algumas coisas por aqui para o bom funcionamento do atelier. Trouxe comigo uma mini furadeira com a voltagem de 110. Aqui na Espanha e em toda Europa a voltagem é 220, logo não existem transformadores nas ferragens. Vou ter que comprar outra máquina.
Para facilitar as esmaltações costumamos colocar uma camada de parafina na parte inferior das peças. Também não encontro um mini fogãozinho nas ferragens para aquece-la. Perdemos um montão de tempo raspando o esmalte das peças quando não há parafina.
Baixou o engenhoso espírito do típico improviso brasileiro.
Encaixei um ferro elétrico de cabeça para baixo num torno mecânico. E lá estava o fogão


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Desafiando as leis da física

Além do agradável mobiliário urbano tão comum nas cidades da Catalunya, em Besalú há espalhado pelas cidades algumas cadeiras um tanto quanto inviáveis para habitantes desta dimensão. Mais uma surpresa nesta singular cidade








A seguinte sequência de fotos mostra a absoluta bidimensionalidade que vai se tornando tridimensional a medida que o observador se move, mostrando que não podemos sempre acreditar no que os olhos vêem.
 








sábado, 3 de setembro de 2011

A beira de um colapso

 Hoje fomos visitar uma feira medieval na cidade de Besalú, aos pés dos Pirineus. É uma das mais bem conservadas cidades medievais da Catalunya. Ela tem uma ponte de pedra sobre o rio  Fluvius que dá acesso a um dos portões na muralha da cidade com duas torres de controle com portões elevadiços.



Na época da feira medieval paga-se 3 euros para entrar na cidade. Os carros ficam estacionados fora .




A cidade é tão encantadora que instalaram um desfibrilador público na praça central do pueblo.
Deve ser para ressuscitar os corações dos mais deslumbrados.