terça-feira, 3 de julho de 2012

Dois de Julho de 62,


Nasce um ceramista, cinquentinha nas costas, disposição de 30 e imaginação de cinco.
Dobrando o Cabo da boa Esperança. A missão está longe de terminar, falta muito trecho até o desembarque nas Índias.
Festegei esta data tão emblemática com um passeio a Barcelona. Almoçamos em um saboroso restaurante italiano enfiado em uma das ruelas do labiríntico bairro gótico.
Visitamos a casa Milá, ou La Pedrera projetada pelo gênio Gaudi. Imperdível fonte de encantos e inspiração

 As chaminés são esculturas impressionantes, lembram guerreiros, cantores e flores.



 Do alto a vista do Passeig de Grácia com o mar mediterrâneo ao fundo. Poderia desejar um cenário melhor para esta data?

 Minha eterna, querida e paciente companheira de tantas idas e vindas. Sempre construindo juntos o nosso caminho pela vida.
 Gaudi fazia maquetes com correntes  suspensas para visualizar seus projetos. Formam o arco catenário auto sustentável. presente em todas suas obras

 A imagem refletida em um espelho mostra  a  maquete invertida



 
 Esqueleto da cobra Piton

 Porta de entrada da casa

Depois de horas caminhando, uma pausa num banco de frente a La Pedrera antes de pegar o "trem das onze" para Terrassa.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Viagem interior


   Próximo ao nosso fornecedor de matérias primas para cerâmica se ergue a montanha de Montserrat, "la muntanya més emblemàtica de Catalunya", como dizem os nativos. Este massiço abriga um importante monastério católico com uma reconhecida tradição musical. Dizem que escutar o coro de meninos que acompanha as missas de domingo é uma experiência inesquecível  capaz de produzir sentimentos espirituais ao mais empedernido dos ateus. Está na minha agenda, mas sem data determinada.
As autopistas daqui são uma beleza de eficiência e um inferno para os que se atrapalham nas saídas. Algumas vezes  tens que rodar 15 quilômetros até alcançar um retorno. O que me aconteceu algumas vezes quando  ia comprar matéria prima. Num destes erros me acompanhava minha filha. A sucessão de erros  nos levou a contornar a montanha, mais ou menos pela metade. Uma rodovia segura mas com precipícios de perder o fôlego, por sua beleza e perigo. Depois que nos familiarizamos mais com as rotas  repetimos o "erro" intencionalmente. Atrás da montanha, do ponto de vista do monastério, reparamos em  uma placa indicando a localização da Cova de Salnitre, caverna do salitre. Neste último fim de semana resolvemos investigar,sem a mínima informação prévia. 

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Uma hora de caminhada e estavamos na entrada da caverna. Chegamos antes do guia. Depois de assistir um filme na sala de entrada da caverna fomos liberados para a viagem ao interior da montanha.  Percorremos sozinhos os 500 metros de subidas e descidas. A temperatura ambiente é estável nos treze graus tanto no inverno como no verão e a umidade é muito alta. Uma delícia já que o verão exterior nos está torrando.
No mês de julho, a noitinha, realizam concertos de musica de caráter intimista neste salão.
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Estas esculturas prodigiosas demoram milhares de anos para serem produzidas pelo artesão Pingo de Água que leva em seu interior cálcio dissolvido. Sua obra cresce em frações de milímetro por ano. Um dos poucos artesãos que pode se dar ao luxo de trabalhar completamente concentrado, dedicando-se a  sua obra prima 24 horas por dia, por séculos sem fim, sem preocupações. Ao contrário dos artesãos exteriores, arrancados de suas concentrações pelos compromissos da vida, contas a pagar, busca de feiras, verão e invernos extremos e outras chatices.

Dizem que Gaudi se inspirou nestas estalagmites para sua obra. De fato lembram as torrres da Sagrada família. 




Mesa com toalha posta a espera do café da manhã.

No caminho de volta encontramos vida florescente tirando sua força de uma pitada de terra em uma fissura da rocha



 Se eu não acreditasse que o cérebro quer dar sentido a imagens visuais sem sentido, diria que do alto da montanha nos mira a cabeça de um Jesus barbudo e um pouco cabeludo...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Produções de Verão

Chega o verão com toda sua força. Faz um ano que estamos aqui. Estamos entrando num ritmo de vida e de trabalho mais tranquilos. Gosto de estar rodando pela Catalunya uma ou duas vezes por mes para fazer feiras. Assim conheço novos lugares, novas pessoas. Quase sempre reencontro os artesãos. Como as feiras são de vários dias, temos tempo de ir a um bar para jantar e conversar. Continuam brotando novas inspirações


Na queima desta semana surgiu uma nova cor, acho que misturei mal o esmalte. Esperava outro resultado. Como não tenho a receita do erro, terei somente peças desta cor enquanto durarem os 2 quilos de esmalte que misturei.





Para algumas feiras é exigida uma padronização de barracas. Nas medievais tem que ser de madeira. Em Barcelona tem que ser umas tipo sanfona . Comprei uma e estreamos na Rambla Catalunya em Barcelona na semana passada



sábado, 19 de maio de 2012

Fira modernista de Terrassa

Esta foi a primeira feira que fiz em minha cidade. A festa foi ambientada no início do século XX, no apogeu da indústria têxtil. Participei no setor das oficinas de ofício. Enquanto a Mariangela cuidava das vendas, eu distraia a criançada fazendo  mágica no torno. A população usava vestidos de época, inclusive nós.
Estávamos instalados em frente da Masia Freixa, no parque Sant Jordi, um ícone do modernismo local.






 Maria Josep, uma parceira catalana no grupo de conversação que participo.


 A Masia Freixa vista da banca de cerâmica

Baile dos gigantes.