sábado, 5 de março de 2011

Lá se foram as férias

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Pensei nessa peça para os que deixaram para trás as delícias das ondas do mar ou o frescor das cachoeiras e córregos das montanhas. O som das águas caindo me relaxa bastante. Quando criança passava as férias na casa da minha avó que era cercada de rios e canais que abasteciam uma pequena hidroelétrica familiar e movimentavam uma serraria. Na cozinha da enorme casa de madeira, uma torneira de bronze, meio emperrada, vertia a água fresca vinda de uma fonte do alto da colina. A torneira deixava passar um filete contínuo dia e noite embalando meu sono de criança. Ao ligar a fonte me vieram essas lembranças evocando os sons perdidos na inocência dos meus primeiros tempos.

Um comentário:

Eliane disse...

Lindas memórias aquáticas. João Cabral de Melo Neto tem um poema chamado Memória da Água, que diz assim: "E os acontecimentos de água põem-se a repetir na memória". Felicidades, Rui, e sucesso para as suas cerâmicas.