segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Lá, como cá , é difícil largar a teta

As coisas estão se complicando para o lado dos filhotes. Eles já estão crescidinhos, com 45 dias, e não estão nem um pouco a fim de largar a teta e batalhar pelo seu sustento, como todo mundo. Mais ou menos como aquela gentinha do Congresso Nacional .


A Preta tem menos leite e os filhotes cada vez mais vorazes e com dentinhos afiados a machucam. Ela foge deles como o diabo da cruz. Rosna muito, mas de pouco adianta, ninguém dá bola para resmungos de mãe.

A Preta achou um refúgio na prateleira de cerâmicas onde os filhotes não alcançam. Eles ficam em baixo uivando desesperados, não entendendo nada da mudança de postura da mãe .


Este olhar desolado parece dizer que assim a vida não vale mais a pena, melhor seria sucumbir na água e servir de comida para os peixes. Assim pelo menos alguém fica feliz.

Seu único consolo é o refúgio no sono...


Ou atacar a cachorra Perdita que adotou os cachorrinhos e aguenta estoicamente as investidas deles. Seguindo à risca a máxima de que ser mãe é padecer no paraíso.


3 comentários:

Juliana Borges disse...

Adorei a narrativa,
Tá na hora de começar a escrever contos...
Linda familia!
Att,

falando sério disse...

é isso larga a cerãmica e escreve contos,vais te dar bem melhor...
até domingo....

Ana disse...

Rui:
Poderia ser um comercial de cartão de crédito, pois ter tudo isso em casa pra observar, realmente não tem preço.

Abraços.