Nossa jornada às voltas com o feijão mágico começou no início de abril quando a Laura ganhou da sua amiga de escola Luiza uma semente de feijão enorme.Não sei por quais vias sua amiga chegou aos obscuros chineses dos quais comprou as sementes Estava dentro de um pequeno copo envolta em algodão. Ela recebeu recomendações rigorosas de umedecer diariamente o algodão e de sequer pensar em retirar a semente para ver como é. E assim foi feito. O feijão inchava a cada dia que passava. Pelo terceiro dia a casca se rompeu e a plantinha começou a se espichar para fora do ovo. A surpresa foi descobrir que o feijão nasceu alfabetizado.A amiga da Laura garantiu que se o feijão fosse bem cuidado ele se reproduziria originando novas sementes falantes. Movido por esta promessa tratei de arrumar um pote adequado e com a terra bem fértil do meu canto de compostagem criei um ambiente mais adequado para seu desenvolvimento. O animado feijão não iria muito longe naquele miserável e estéril chumaço de algodão.
A minha outra preocupação é que com esta era dos transgênicos atropelando o ritmo evolucionário da natureza, este feijão contenha um gen malcriado. A próxima geração de sementes poderia transcrever em suas folhas os piores xingamentos e palavrões. Ou uma variante Nostradâmica com versos proféticos que cada um interpreta como quer. Ou pior ainda, bem no estilo de Saramago, ao brotar revelaria o nome de quem o plantou em uma das folhas e na outra a data de sua morte.
Aguardemos os próximos capítulos.
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